Acessibilidade
Lei Brasileira de Inclusão completa 5 anos, mas Acessibilidade Digital ainda é algo distante nas empresas
Por WSI
Neste mês de julho, comemora-se o 5º aniversário da Lei Brasileira de Inclusão (13.146), criada em 2015 com o objetivo de “assegurar e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais da pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania.” A norma atende áreas importantes como saúde, educação, tecnologia, mercado de trabalho, assistência social, transporte, entre outros.
A criação da lei foi essencial para impulsionar e ampliar o olhar sob milhares de pessoas que são ainda negligenciadas pela sociedade. Segundo o último censo do IBGE de 2010, mais de 45,6 milhões de cidadãos brasileiros possuem alguma limitação ou deficiência. Portanto, é essencial contribuir para que essas pessoas tenham cada vez mais autonomia para exercer suas tarefas em condições de igualdade, reduzindo, assim, as barreiras que são impostas a elas durante a vida.
Uma das conquistas mais importantes dessa regulamentação é a ampliação do acesso a websites e à informação na internet, que agora precisam estar acessíveis. Segundo o Art. 63, “é obrigatória a acessibilidade nos sítios da internet mantidos por empresas com sede ou representação comercial no País ou por órgãos de governo, para uso da pessoa com deficiência, garantindo-lhe acesso às informações disponíveis, conforme as melhores práticas e diretrizes de acessibilidade adotadas internacionalmente.”
Esse é um avanço para que todos, sem discriminação, possam fazer uso da web. A internet hoje é um ambiente essencial para que as pessoas tenham acesso à educação, exerçam atividades profissionais, se informem e realizem compras online, por exemplo. Portanto, oferecer um site acessível a seus visitantes garante que todas essas ações possam ser realizadas sem restrições ou limitações.
Entretanto, mesmo com a obrigatoriedade da lei, menos de 1% dos sites brasileiros atende aos padrões exigidos pela LBI. A realidade é que apenas 0,74% dos websites são acessíveis atualmente, segundo dados da pesquisa realizada pela BigData Corp em conjunto com o Movimento Web para Todos (MWPT).
No estudo, quase 15 milhões de endereços ativos da web brasileira foram analisados, tendo como foco aspectos técnicos e estruturais tais como linguagem HTML, formulários, links e descrição de imagens. O resultado mostrou que, infelizmente, menos de 1% dos sites passou sem erros nas verificações propostas e podem ser considerados realmente acessíveis.
O estudo evidencia uma triste realidade nacional: é perceptível que ainda temos uma grande carência no Brasil em relação a investimentos em Acessibilidade Digital. Falta conhecimento das empresas sobre a lei de inclusão e não há uma forte fiscalização ou penalização para as organizações que estão descumprindo as normas.
“O que as empresas precisam entender é que quando seu conteúdo ou website não são acessíveis, o negócio acaba fechando as portas para milhões de consumidores”, destaca Andrea Schwarz especialista em inclusão de pessoas com deficiência e CEO da EqualWeb no Brasil. Sendo assim, ser acessível, além de contribuir com a ampliação da igualdade e manter a sua empresa em conformidade com a lei, se torna rentável e um diferencial competitivo.
Com um site acessível, sua organização passa a atrair mais visitantes e diversificar o público que consome seu conteúdo. Consequentemente, melhora-se o ranqueamento da sua empresa nas páginas do Google, além de imprimir uma imagem inclusiva, humana e inovadora a seu negócio. A autoridade e a reputação digitais das organizações estão diretamente ligadas à experiência online que é oferecida à seu público.
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