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  • E-commerce cresce no Brasil, mas sem acessibilidade para pessoas com deficiência

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    e-commerce cresce no brasil mas sem acessibilidade digital

    #descriçãodaimagem uma pessoa com uma das mãos clicando no teclado de um laptop e a outra segurando o celular

    Um dos legados da pandemia de Covid-19 é, sem dúvida, o avanço e adoção tecnológica em diferentes setores da economia, entre eles o varejo. No Brasil, o número de lojas físicas que abriram seu e-commerce aumentou em cerca de 400%, segundo levantamento da ABCComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico).

    Um público, no entanto, ainda segue distante do advento do e-commerce: o de pessoas com deficiência.

    De acordo com o último levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), realizado em 2019, cerca de 25% dos brasileiros, ou 45 milhões de pessoas, possuem algum tipo de deficiência, sendo a deficiência visual a mais comum, com 3,5% da população atingida no país.

    Apesar dos números, apenas 0,8% dos quase 17 milhões de páginas na web no Brasil podem ser considerados acessíveis, segundo dados do Big Data Corp. Um estudo da Accenture revela que globalmente, cerca de um bilhão de pessoas convivem com algum tipo de deficiência, representando US$ 8 trilhões em renda disponível.

    Fabíola Calixto, especialista em negócios digitais com acessibilidade da Alavanka Digital, acredita que “a falta de perspectiva das empresas em relação aos ganhos que podem obter com esse público é o motivo pelo qual não procuram se adaptar com TA (Tecnologias Assistivas)”.

    Já Jaques Haber, diretor de impacto da Equalweb, afirma que “não há recusa das companhias em se tornarem acessíveis, mas existe pouca compreensão em relação aos caminhos que levam à inclusão social. Existe um mito de que a acessibilidade digital é muito complicada”, avalia.

    Segundo o Alexa Ranking, que analisa a usabilidade dos e-commerces, existem grandes barreiras de acesso nas páginas brasileiras: falta de descrição da imagem, hierarquia incorreta no cabeçalho, desalinhamento do site ao realizar o zoom na tela e falta de botões. “Configurações erradas atrapalham qualquer usuário, imagine as pessoas com deficiência”, comenta Fabíola.

    Mas a vasta demanda também pode ser sinônimo de oportunidades para a inclusão. A Equalweb, empresa israelense de SaaS (software as a service) que opera no Brasil, otimizou o acesso de 100 mil páginas no país apenas neste ano. O custo pode variar de R$ 500 a R$ 5 mil ao mês, conforme a quantidade de páginas e número de acessos. “Quanto mais pessoas utilizando o site, mais recursos computacionais serão usados”, explica Haber.

    A Alavanka Digital ressalta que a adaptação das páginas na web pode ser “simples ou não. O que varia, muitas vezes, é a diagramação de um site, mas a evolução da adaptação é constante porque a linguagem brasileira também é mutável”, explica.

    Para o próximo semestre, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) prevê o lançamento de uma cartilha voltada a sites com algumas normalizações técnicas pensando na adaptação das páginas na web brasileiras às demandas de pessoas com deficiência.

    A Forbes conversou com pesquisadores e profissionais que trabalham com tecnologias assistivas para identificar iniciativas que possam promover inclusão e diminuir as barreiras presentes no dia a dia de pessoas com deficiência.

    Inteligência artificial na transcrição de imagens

    A Equalweb está em fase de teste de uma nova tecnologia chamada OCR, que descreve as imagens de um site de forma automática.

    A previsão de lançamento no Brasil é para os próximos meses. Haber afirmou que “a descrição será feita por inteligência artificial, o que até o momento é realizado manualmente [pelos proprietários dos sites ao publicar uma imagem].”

    HeadMouse

    O Mouse para cabeça (HeadMouse, em inglês) foi desenvolvido para que pessoas sem ou com limitação de movimentos nos membros superiores (braços) consigam utilizar o computador e, consequentemente, acessar páginas na web, como as de e-commerce.

    O grupo de Robótica da Universidade de Lérida, na Espanha, lançou um software com webcam para que os movimentos do corpo guiem o movimento da seta do mouse.

    Interface sem distrações

    Retirar as distrações da interface dos websites é um pequeno grande detalhe quando o assunto é acessibilidade.

    “Quando uma pessoa com deficiência acessa um site, algumas propagandas podem afetar a navegação na página”, explica Calixto. “Dessa forma, é importante reduzir elementos animados, que piscam, brilham, pois podem causar incômodo e interferir no foco e leitura do possível cliente.”

    Rolagem da página com os olhos

    Uma tecnologia lançada em 2013 pela Samsung oferece controle de tela pelos olhos do usuário. Conhecida como Smart Scroll e Smart Pause, o aparelho celular consegue identificar a direção do olho do usuário, rastreando o movimento dos olhos pela câmera frontal. Assim, para pausar um vídeo, por exemplo, basta tirar os olhos da tela. Caso queira retomar, basta olhar novamente para o display.

    Tradução em libras por avatar

    Os avatares de libras são personagens em 3D que podem traduzir em tempo real – ou não – textos e sons em português para a linguagem de sinais.

    A pesquisadora do CTI (Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer), Sara Squella, explica que “muitas vezes as pessoas acabam não se alfabetizando com a libra e acabam criando códigos entre seus familiares para se comunicar, e quando vão acessar algum site, o sinal não corresponde ao que aprenderam.”

    Link para conferir a matéria completa da Forbes sobre o crescimento do e-commerce no Brasil, mas sem acessibilidade para pessoas com deficiência: https://forbes.com.br/forbes-tech/2021/08/e-commerce-cresce-no-brasil-mas-sem-acessibilidade-para-pessoas-com-deficiencia/#foto5

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A EqualWeb é uma das soluções líderes globais em acessibilidade digital. Há 6 anos, vem tornando sites e conteúdos digitais acessíveis para pessoas que possuem alguma necessidade especial.

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